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| ALBERTO MANUEL DUARTE DE OLIVEIRA PINTO
nasceu em Luanda (Angola) a 8 de Janeiro de 1962. Licenciou-se em Direito em
Lisboa, pela Universidade Católica Portuguesa, em 1986. Depois de uma curta
passagem pela advocacia trabalhou em várias escolas de Lisboa entre os anos
de 1992 e 1998 enquanto animador cultural de Literatura, no âmbito do
"Programa de Sensibilização à Criatividade e à Leitura" do Departamento de
Educação e Juventude da CML. Passou também por experiências de guionismo de
televisão e foi professor em cursos livres de criatividade literária. Tem
colaboração dispersa em diversas revistas e jornais angolanos e portugueses
e está representado em várias antologias. Prepara tese de Mestrado em
História de África na Faculdade de Letras da Univ. de Lisboa, cujo tema é
O Confronto da Literatura e da Historiografia Coloniais com a História Oral
de Cabinda, com a orientação da Prof.ª Doutora Isabel Castro Henriques e
do Prof. Doutor Alfredo Margarido. É autor das seguintes obras literárias:
Eu à Sombra da Figueira da Índia (romance), Afrontamento, Porto
1990; Concerto na Nespereira (romance), Afrontamento, Porto 1991;
O Saco dos Livros (romance), Afrontamento, Porto 1991; A Família dos
Paladinos (romance juvenil), Edinter, Porto 1991; A Canção de Rolando
(adaptação), Edinter, Porto 1991; O Senhor de Mompenedo (romance),
Afrontamento, Porto 1992;
O Onagro de Sintra (romance), Afrontamento, Porto 1994; A Sorte
e a Desdita de José Policarpo
(romance), Bertrand, Lisboa 1995; As Filhas do Olho de Vidro
(romance juvenil), Civilização, Porto 1996; Mazanga (romance), INALD
(Instituto Nacional Angolano do Livro e do Disco), Luanda 1998 e Caminho,
Lisboa 1999;
Travessa do Rosário (romance), Chá de Caxinde, Luanda 2001. Foi
distinguido com diversos prémios literários, de que se destacam o "Prémio
Revelação" APE, em 1990, com o romance O Senhor de Mompenedo, e o
Prémio "Sagrada Esperança" - ao tempo o mais importante prémio literário
angolano - com o romance Mazanga em 1998. É membro da Associação
Portuguesa de Escritores (APE) e da União dos Escritores Angolanos (UEA). É
um dos fundadores e dinamizadores do
Centro de Estudos Multiculturais, onde, para além das suas aulas,
tem orientado pesquisas sobre temática africana. |

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[Pastor Mucubal do Virei, desenho de Neves e
Sousa.
A tribo vacuvale pertence ao grupo herero, povo altivo de pastores
nómadas que vive na zona entre o deserto da Namíbia e a Serra de Chela.] |
Artigos de Alberto Oliveira Pinto:
Textos literários:
Páginas sobre Alberto Oliveira Pinto:

Novo livro de Alberto Oliveira Pinto:
«Construção»
e «reconstrução» da história de Cabinda
Notícia de IBINDA sobre «Construção» e «reconstrução» da história de Cabinda
LISBOA, 2006 - Ed. DINALIVRO

Sumário de uma aula no curso de Gestão de Relações Interculturais do
CEM:
Introdução às Artes Plásticas Africanas e às Literaturas de Angola
por Alberto Oliveira Pinto
PROGRAMA
1. Cultura Tradicional
(Des)encontros entre a cultura tradicional e a cultura
erudita.
O conceito de literatura tradicional; as suas funções pedagógica e lúdica; o
exemplo dos contos tradicionais africanos; recolhas de Óscar Ribas e Héli
Chabelain.
O conceito de arte (plástica) tradicional; a sua relação com a religião; o
exemplo das máscaras dos ritos de iniciação e das estatuetas de culto dos
antepassados.
2. Cultura Erudita
As tensões entre o espaço urbano e o espaço rural. A
adaptação do espaço urbano europeu ao espaço africano; o exemplo de Luanda.
O conceito europeu de estética.
A procura da cultura tradicional pela cultura erudita; o exótico.
A interpenetração europeia na arte (plástica) africana; a escultura em madeira e
marfim para venda aos estrangeiros; a pintura de Neves e Sousa.
3. Literaturas e Artes Plásticas Africanas
Século XIX e início do século XX: os casos de Alfredo Troni, Cordeiro da
Matta e de António de Assis Júnior.
Literatura contemporânea: Luandino Vieira, Pepetela, Ungulani Ba Ka Khosa,
Manuel Rui.
As artes plásticas africanas: a arte de António Ole, Viteix, Malangatana e
Chichorro.
4. Visita ao Museu Nacional de Etnologia
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Soba de Malange, desenho de Neves e Sousa.
O chapéu de dois bicos ou mais é o atavio característico e símbolo de
mando entre as tribos da região. |

BIBLIOGRAFIA
 | AREIA, Manuel Laranjeira Rodrigues — Les
symboles divinatoires, Instituto de Antropologia, Univ. Coimbra, Coimbra
1985. |
 | BASTIN, Marie Louise — Y-a-t-il des clés pour
distinguer les styles Tshokwe, Lwena, Songo, Ovimbundu et Ngangela?,
Africa
17, Tervuren 1971. |
 | DEVISCH, R. — Signification socio-culturelle des
masques chez les Yaka, Bol. Inst. de Investigação Científica de Angola
9, Luanda 1972, pp. 151-176. |
 | ERVEDOSA, Carlos — Itinerário da Literatura
Angolana, Culturang, Luanda s/d. |
 | GOMES, Aldónio & Fernanda CAVACAS — Dicionário
de Autores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Caminho,
Lisboa 1997. |
 | HEINTZE, Beatrix — Lwimbi, Desenhos
Etnográficos, Ler & Escrever, Luanda 1994. |
 | HENRIQUES, Isabel Castro — Percursos da
Modernidade em Angola, Inst. de Investigação Científica Tropical, Lisboa
1997. |
 | JÚNIOR, António de Assis — Dicionário de
Kimbundu-Português, Luanda s/d. |
 | LARANJEIRA, J. L. Pires — Literatura
Calibanesca, Afrontamento, Porto 1985. |
 | LARANJEIRA, J. L. Pires — A Negritude Africana
de Língua Portuguesa, Afrontamento, Porto 1995. |
 | LARANJEIRA, J. L. Pires — Literaturas Africanas
de Expressão Portuguesa, Univ. Aberta, Lisboa 2000. |
 | LARANJEIRA, J. L. Pires, org. — Negritude
Africana de Língua Portuguesa, Textos de Apoio (1947-1963), Angelus
Novus, Braga 2000. |
 | LEITE, Ana Mafalda — A Modalização Épica nas
Literaturas Africanas, Vega, Lisboa 1995. |
 | LEITE, Ana Mafalda — Oralidades & Escritas nas
Literaturas Africanas, Colibri, Lisboa 1998. |
 | LÉVI-STRAUSS, Claude — A Via das Máscaras,
trad. port. Presença, Lisboa 1979. |
 | MAIA, P. António da Silva — Dicionário
Complementar de Português-Kimbundu-Kíkongo, Cooperação Portuguesa,
Luanda 1994. |
 | MARGARIDO, Alfredo — Estudos sobre Literaturas
das Nações Africanas de Língua Portuguesa, A Regra do Jogo, Lisboa 1980. |
 | MINGAS, Amélia A. — Interferência do Kimbundu
no Português Falado em Luanda, Campo das Letras, Porto 2000. |
 | MOURALIS, Bernard — As Contra-Literaturas,
Almedina, Coimbra 1982. |
 | OLIVEIRA, Mário António Fernandes de — Reler
África, Instituto de Antropologia, Univ. Coimbra, Coimbra 1990. |
 | PANOFF, Michel & Michel PERRIN — Dicionário de
Etnologia, Edições 70, Lisboa s/d. |
 | RAMALHO, Vítor — África Que Futuro?,
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 |
RIBAS, Óscar — Ilundu, UEA, Luanda 1989. |
 |
RIBAS, Óscar — Dicionário de Regionalismos Angolanos,
Contemporânea, Matosinhos 1998. |
 | ROSÁRIO, Lourenço — A Narrativa Africana,
Inst. da Cultura e Língua Portuguesa, Lisboa 1989. |
 | SILVA, Alberto — A Enxada e a Lança, A África
antes dos portugueses, Nova Fronteira, Rio de Janeiro 1992. |
 | TOBIA-CHADEISSON, Michèle — Le fétiche
africain, Chronique d'un «malentendu», L'Harmattan, Paris 2000. |
 | TRIGO, Salvato — Ensaios de Literatura
Comparada Afro-Luso-Brasileira, Vega, Lisboa s/d. |
 | URRUTIA, Jorge — Lectura de lo oscuro, Una
semiótica de África, Biblioteca Nueva, Madrid 2000. |
 |
VENÂNCIO, José Carlos — A literatura angolana. Uma breve
introdução, Mar Além 0, 1999, pp. 6-11. |
 |
VENÂNCIO, José Carlos — Globalização, democratização e facto
literário em Angola. Aproximação a uma sociologia do romance angolano,
Africana Studia 1, 1999, pp. 193-204. |
 |
VENÂNCIO, José Carlos — Da libertação nacional à libertação
económica: a literatura angolana após a independência,
Estudos Portugueses e Africanos 10, Univ. Est. de Campinas, 1987, pp.
25-35. |
 |
VENÂNCIO, José Carlos —
Literatura Versus Sociedade. Uma Visão Antropológica do Destino Angolano,
Vega, Lisboa 1992. |
 |
VENÂNCIO, José Carlos —
Literatura e Poder na África Lusófona, ICALP, Lisboa 1992. |
 |
VENÂNCIO, José Carlos
— Uma Perspectiva Etnológica da Literatura Angolana, Ulmeiro,
Lisboa 19932. |
CONSULTAR A
WEBGRAFIA
SOBRE TEMÁTICA LITERÁRIA PÓS-COLONIAL COMPILADA PELO CEM
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| Candange, Dundo, desenho de Neves e Sousa. Os
povos da Lunda fazem circuncidar os rapazes e submetem-nos a complicados
ritos e cerimónias antes de os integrarem na sua sociedade como adultos.
Numa das fases das cerimónias os «tundange» têm de dançar fazendo abanar
os saiotes de palha. |

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| Moça de Gabela, Amboim, desenho de Neves e Sousa |

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