 | Arimo – (Do Kimbundu ku rima ou ku dima,
cultivar) – Lavra, pequena plantação agrícola. Termo em desuso a partir do
início do século XX. |
 | Avilo – Amigo (gíria luandense). |
 | Axiluanda – V. Muxiluanda. |
 | Bantu – Plural de muntu; designação dos
povos africanos entre si, significando seres humanos; aplicável
também às línguas africanas, cuja flexão se faz por prefixação. |
 | Banzo – (Do kimbundu ku banza, pensar,
raciocinar) – Admirado, aparvalhado, pensativo. |
 | Bazar – (Do kimbundu ku baza, romper) –
Fugir, sair subitamente. |
 | Bufunfa – Medo (calão luandense). |
 | Bungula – Dança efectuada pelos feiticeiros quando
pretendem atingir alguém com um malefício; ritmo inspirado nesta dança com
muita voga em Luanda nos anos 70 e 80 (t. kimbundu). |
 | Calema – (Kimbundu, Kalemba) – Procela,
tempestade no mar. |
 | Calundú – (Aportuguesamento de Kilundu,
plural Ilundu) – Espírito de antepassado. |
 | Camalongo – Tributo de honra prestado pelo noivo à
família da noiva. Correspondente ao kimbundu alembamento (t.
kikongo). |
 | Camba – (Kimbundu, Dikamba) – Amigo. |
 | Cambuta – (Kimbundu, Kambuta) – Homem
baixo. |
 | Candongueiro – (Do kimbundu
Candonga, negócio ilegal) – Termo aplicado modernamente aos táxis
colectivos urbanos que, de início, eram ilegais. |
 | Caporroto – Aguardente de
milho. |
 | Cassule – (Do Kimbundu ku
suluka, ficar livre) – O filho mais novo. |
 | Cassuneira – (Do kimbundu
ku suna, ter carranca) – Espécie de cacto que chega a atingir quatro
metros de altura. |
 | Cazumbi – Alma do outro
mundo, duende (t. kimbundu). |
 | Curibotice – (Do Kimbundu
ku dibota, palrar, dizer mal) – Maledicência. |
 | Dibata – Ver Kubata. |
 | Dicanga – Terreiro de dissaquela (t. kimbundu). |
 | Dicosso-dos-calundús – Água
lustral destinada ao ritual de evocação dos espíritos (Tradução do Kimbundu,
Dicosso dia Ilundu). |
 | Dikamba – Amigo, companheiro
(t. kimbundu). |
 | Dilombe – Pequeno santuário
ou altar de oração do quimbanda (t. kimbundu). |
 | Diongo – Arpão bifurcado
para fisgar peixes (t. kimbundu). |
 | Dissaquela – (Do kimbundu
ku sakela, adivinhar) – Ritual de evocação dos espíritos. |
 | Dongo – (Kimbundu, Ndongu)
– Canoa de madeira de mafumeira. |
 | Dunda – (Kimbundu, Ndunda)
– Penhor prestado aos espíritos pelo seu chamamento.
|
 | Eme – Designação, em gíria,
do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).
|
 | FAA – Forças Armadas
Angolanas. Designação das PAPLA a partir de 1992.
|
 | FAPLA – Forças Armadas Populares de Libertação de
Angola.
|
 | Fenela – Designação, em
gíria, da FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).
|
 | Funji – Massa cozida de
farinha, denominada fuba, geralmente de milho, massambala, massango
mandioca ou batata doce (t. kimbundu).
|
 | Gasosa – Gorgeta (gíria).
|
 | Ilamba – Ver Kilamba.
|
 | Ilêmbu – Dote ou tributo de
honra prestado pelo noivo à família da noiva; veio a ser aportuguesado para
alembamento
(t. kimbundu).
|
 | Imbanda – Ver Kimbanda.
|
 | Jimbamba – (Kimbundu, plural de mbamba) – Pequeno búzio.
|
 | Jindandu – (Kimbundu, plural
de
ndandu, parente) – Família, parentes.
|
 | Jindombe – Gémeo (t.
kimbundu).
|
 | Jingola – Ver Ngola.
|
 | Jingolôlo – Gritos
tumultuosos, clamores, berraria (t. kimbundu).
|
 | Jinguindo – (Kimbundu,
plural de ngindu, trança, do verbo ku inda, entrançar) –
Trança.
|
 | Jinguingi – Bagre (t.
kimbundu).
|
 | Jisoba – V. Soba.
|
 | Jota – Abreviatura para
designar a Juventude do MPLA (JMPLA).
|
 | Kabetula – (Do kimbundu,
ku betula, levantar; alusão ao levantamento das nádegas) – Antiga dança
carnavalesca dos musseques de Luanda, nos anos 50.
|
 | Kabasa – O mais novo de dois
gémeos; é também sinónimo de contemporâneo ou de mundo dos vivos; também
aplicável à cidade fortificada do Ngola, na zona onde o rei convive com os
vivos (t. kimbundu).
|
 | Kakulu – O mais velho de
dois gémeos; é também sinónimo de antepassado ou de mundo dos mortos; também
aplicável à zona da cidade fortificada do Ngola onde o rei guarda os
objectos sagrados e as relíquias dos antepassados (t. kimbundu).
|
 | Kakusu – Tilapia, peixe de
rio (t. kimbundu).
|
 | Kalemba – Agitação violenta
do mar; por corruptela portuguesa, foi-se transformando com o tempo em
calema
(t. kimbundu).
|
 | Kalundu – Aportuguesamento
de kilundu, espírito de antepassado; também se usa para designar a
cerimónia do chamamento desses espíritos ou o culto das yanda (t. kimbundu).
|
 | Kalunga – Mar, abismo; termo
também utilizado no sentido de morte, firmamento ou mundo dos mortos (t.
kimbundu).
|
 | Kalungangombe – Ente
espiritual que acolhe as almas dos mortos no outro mundo (t. kimbundu).
|
 | Katutu – Mês do calendário
kikongo e kimbundu correspondendo aproximadamente a Julho, época do ano
compreendida no kixibu e onde se queimam os morros; antecede o mês da
Kisepa, das queimadas dos terrenos agrícolas (v. Kixibu).
|
 | Kiangala – Pequena estação
seca correspondendo ao mês de Janeiro (t. kimbundu).
|
 | Kianda – (plural, Ianda)
– Espírito das águas (t. kimbundu).
|
 | Kibaka – Pequeno cepo usado
como banco; espécie de mocho rudimentar (t. kimbundu).
|
 | Kibinda (Plur. Ibinda)
– Caçador profissional, um estatuto iniciático entre os Mbundu, dispondo de
poderes sobrenaturais para lidar com animais selvagens de grande porte (t.
kimbundu).
|
 | Kiela – Espécie de gamão
africano jogado com pedras na areia (t. kimbundu).
|
 | Kijibanganga – Assassino,
destruidor (do kimbundu ku jiba,
matar).
|
 | Kijiku (gentes de) –
Serviçais dos de mudinda originários de outros clãs, em geral
prisioneiros de guerra ou seus descendentes; literalmente, gentes de fogo,
por alusão ao acto do serviçal acender o fogo da lareira da casa daqueles a
quem serve; também chamados gentes de quintal ou gentes de fora
(t. kimbundu).
|
 | Kijila – Interditos; em
Portugal, por influência dos escravos africanos, esta palavra entrou no
léxico português sob a forma de quezília, cujo significado foi
evoluindo com o decorrer dos séculos (t. kimbundu).
|
 | Kijinga – Espécie de gorro
usado como coroa pelos jingola ou como distintivo de linhagem pelos altos
dignitários Mbundu (t. kimbundu).
|
 | Kilamba – Intérprete ou
“condutor” das sereias (ianda); com a instituição da chamada “Guerra
Preta” e de outras formações militares coloniais constituídas por africanos,
adquiriu também o significado de capitão ou condutor de homens (t.
kimbundu).
|
 | Kilembu – Palavra que viria
a ser aportuguesada para alembamento; o mesmo que dote (t. kimbundu).
|
 | Kilombo – Acampamento
fortificado, entre os Mbangala.
|
 | Kimbanda (plur. Imbanda)
– Especialista de magia Mbundu e Imbangala, havendo vários tipos consoante o
espírito que tratavam e os meios que utilizavam (t. kimbundu).
|
 | Kimbiji – Peixe grande (t.
kimbundu derivado da junção do aumentativo ki com o substantivo
mbiji).
|
 | Kimenga – Preparado à base
de qualquer animal doméstico que as raparigas kikongo têm de comer durante
os ritos de puberdade.
|
 | Kinhoka – Cobra comprida (t.
kimbundu que está na origem da palavra minhoca).
|
 | Kinzári – Monstro imaginário
com corpo de fera e pernas humanas (t. kimbundu).
|
 | Kipa – Magia que concede o
poder da metamorfose, geralmente em animais ou árvores, ou da transmissão de
remédios ou preventivos (t. kimbundu).
|
 | Kisoko – Costume bantu que
consiste no acordo íntimo entre duas famílias transmissível aos descendentes
(t. kimbundu).
|
 | Kixibu – Grande estação
seca, nebulosa e ventosa que corresponde aos meses compreendidos entre Maio
e Setembro; veio a ser aportuguesada para cacimbo; dela fazem parte
os seis meses de Kasambéua, Kanake, Kávuá, Kakui, Katutu e Kisepa.
|
 | Kixima – Cachimbo, chaminé; escavação aberta numa
superfície formando um buraco, que originou o verbo cachimbar e
também a palavra cacimba no sentido de poço ou cisterna (t.
kimbundu).
|
 | Kizaka – Esparregado de
folhas de mandioqueira (t. kimbundu).
|
 | Kofu – Cesto estreito e
comprido usado outrora pelas mulheres da Ilha de Luanda na pesca do nzimbu;
também usado como medida de capacidade.
|
 | Kota – (Kimbundu, Dikota)
– Mais velho.
|
 | Ku Luanda – Segundo
determinados autores, significa para ocidente (t. kimbundu).
|
 | Kubata (plur. Dibata)
– Casa (t. kimbundu).
|
 | Kudúro – Ritmo muito em voga
em Luanda na segunda metade dos anos 90, próximo do “Braek” e do “Rap”.
|
 | Kuku ia diala – Avô (t.
kimbundu).
|
 | Kula – O mesmo que, em
kimbundu, Tacula (t. kikongo).
|
 | Kulembe – Estado lendário
muito antigo do planalto de Benguela.
|
 | Kumbú – (Do kimbundu
Ukumbu, vaidade) – Dinheiro.
|
 | Kusamanu – Período das
grandes chuvas entre Fevereiro e Abril (t. kimbundu).
|
 | Kutanu – Meses de Novembro e
Dezembro, compreendidos na estação quente das chuvas (t. kimbundu).
|
 | Lemba dya Ngundu – Tio da
linhagem matrilinear, entre os Mbundu (t. kimbundu).
|
 | Luanda-Dois – Expressão de
gíria, popularizada depois do projecto urbanístico Luanda-2, para designar a
companheira de uma relação extraconjugal.
|
 | Lumbu – Termo kikongo usado
para designar o conjunto dos descendentes de alguém pela via patrilinear.
|
 | Lunga – Pedaço de madeira
símbolo de autoridade Mbundu muito antigo, associado em particular aos
bapende; acreditava-se que viera do mar e tinha estreita ligação com a água
de lagoas e rios.
|
 | Maiombola – Sortilégio para
aproveitamento da alma de um vivo, levado a cabo, ou por iniciativa de
espíritos mortos, ou por acção de feiticeiros; a palavra também é usada para
designar a própria alma da vítima (t. kimbundu).
|
 | Maka – Questão, conflito (t.
kimbundu).
|
 | Malunga (Santo de) – (Kimbundu, plural de
dilunga) – Espíritos de indivíduos de raça branca e raça negra que se
revelam por simpatia e isoladamente, em lugar apropriado.
|
 | Mambo – Doutrina, preceito
(t. kimbundu). Modernamente usado no sentido de assunto, estória.
|
 | Mangonha – Preguiça (t.
kimbundu).
|
 | Marufo (ou maruvo ou maluvo) – Vinho
do sumo de caju ou de seiva de matebeira, palmeira, palmito ou bordão (t.
kimbundu).
|
 | Massambala – Milho de sorgo ou milho miúdo, que
serve para fazer fuba mas também para alimentar as galinhas.
|
 | Matacos – (Kimbundu, plural de Ditaku) –
Nádegas, ânus.
|
 | Matebeira – Árvore da família da palmeira cujas
folhas são utilizadas para o fabrico de vassouras, abanos, sacos e e cordas
e de cuja seiva, depois de fermentada, se extrai o maluvo (t. kimbundu).
|
 | Matubas – (Kimbundu, plural de Dituba) –
Testículos.
|
 | Mavunga – Ver vunga.
|
 | Mazanga – Designativo da Ilha de Luanda ou Ilha
das Cabras; tanto pode querer dizer ilha como baía ou mesmo
cântaro de barro, pois deriva do verbo kimbundu ku sangana, que
significa convergir; pode igualmente, com a grafia masanga,
designar lagoas (plural de disanga,
lagoa).
|
 | Mbambi – Cabra pequena, de pele muito usada na
confecção de tambores ou na arte da adivinhação (t. kimbundu).
|
 | Mbiji – Peixe (t. kimbundu).
|
 | Mbondo – Adansonia
digitata. Árvore africana gigantesca conhecida também pelo nome de
baobá ou baobabe
e, nos países lusófonos, por embondeiro ou imbondeiro,
aportuguesamento do termo kimbundu.
|
 | Menha a ndungu – (Kimbundu, literalmente água
ajindungada) – Ensopado ajindungado de peixe seco assado.
|
 | Milongo – Remédio (t.
kimbundu).
|
 | Minzangala – (Kimbundu,
plural de Munzangala, rapaz) – Juventude.
|
 | Miondona – Espírito que, de
par com a alma, coexiste num indivíduo e se transmite pela via paterna (t.
kimbundu).
|
 | Monacaxito – BM-21, engenho
bélico de fabrico soviético introduzido em Angola pelos cubanos.
|
 | Monandengue – Criança (t.
kimbundu).
|
 | Muadiê – (Do kimbundu
Muadiakimi, mais velho) – Termo usado na gíria luandense no sentido de
indivíduo,
fulano, tipo, gajo.
|
 | Mucasso – Risca de pós
especiais feita no corpo para protecção do mal (Do verbo kimbundu ku
kasumuna, desimpedir).
|
 | Mudinda (gentes de) – Homens
livres, na maior parte proprietários de terras, que viviam fora do perímetro
da "cidadela real" ou mbanza do ngola (t. kimbundu).
|
 | Mukulu – Antepassado (t.
kimbundu).
|
 | Mulamba – Cozinheiro (t.
kimbundu).
|
 | Mulemba – Figueira africana.
Árvore frondosa (t. kimbundu).
|
 | Mulôji – Feiticeiro,
condutor das forças ocultas maléficas (t. kimbundu).
|
 | Mundele – (Plural,
Mindele) – Homem branco. Há várias explicações para a origem da
expressão, mas inclinamo-nos para a tradição que relaciona os europeus com
os espíritos dos antepassados (ndele, plural jindele), de cor
branca (t. kimbundu).
|
 | Musonge – Acácias (t.
kimbundu).
|
 | Muxacato – (Do kimbundu
ku xakata, friccionar, arrastar) – Instrumento de adivinhação material
do quimbanda consistindo num pedaço de madeira friccionado por uma vara.
Actualmente, em linguagem urbana, a expressão é, por vezes, usada enquanto
sinónimo de umbanda em geral.
|
 | Muxiluanda – (plur.
Axiluanda) Natural da Ilha de Luanda.
|
 | Muxito – Bosque, mata;
conjunto de árvores, geralmente ao pé de um rio ou de uma lagoa (t.
kimbundu).
|
 | Muzonguê – Caldo de peixe
(t. kimbundu).
|
 | Ndandu – Parente. Também
usado no sentido de família (t. kimbundu).
|
 | Ngaeta – Harmónica
(aquimbunduamento do português gaita).
|
 | Ngangula – Ferreiro (t.
kikongo, também usado em kimbundu).
|
 | Ngola (plur. jingola)
– Pedaço de ferro que a maioria das linhagens Mbundu detinha como importante
insígnia de autoridade, a qual substituíu o lunga, estando associada
ao povo Samba; termo vulgarmente aplicável para designar o seu detentor, ou
seja, o Rei (t. kimbundu).
|
 | Ngola-Mbole – Grande chefe
dos exércitos, imediatamente abaixo do Ngola (Rei) (t. kimbundu).
|
 | Nzambi – Deus (t. kimbundu
comum à generalidade das línguas bantu).
|
 | Nzimbu – Pequeno búzio em
tempos pescado pelas mulheres da Ilha de Luanda, que servia de moeda de
troca ao Rei do Kongo.
|
 | Pancar – (Do Kimbundu ku
pangala) – Embater, chocar.
|
 | Paracuca – Doce de jinguba
em torrões (palavra originada no facto de este doce seco ser comido no
acompanhamento da cerveja, sobretudo da marca Cuca).
|
 | Pemba – Argila branca usada
em umbanda para afastar os malefícios e atrair os espíritos benéficos (t.
kimbundu).
|
 | Pula – Pessoa de raça
branca.
|
 | Quarto do kuosa – Quarto de
reclusão.
|
 | Quifumbe – (Do kimbundu
ku fumba, danificar) – Bandido, salteador.
|
 | Quilumba – (Kimbundu,
Kilumba) – Rapariga, moça.
|
 | Quilunzar – (Do Kimbundu
Kilunza, arma de fogo) – Dar um tiro, balear.
|
 | Quimbanda – (Kimbundu,
Kimbanda) – Sacerdote mbundu dos espíritos dos antepassados, que se
encontram na terra.
|
 | Quínguila – (Ou kingila,
a que espera, do kimbundu ku kinga, esperar) – Mulher que procede, na
rua, ao câmbio mais barato do dólar pelo kwanza.
|
 | Roque Santeiro – Grande
mercado paralelo situado na zona norte de Luanda, onde se vende toda a
espécie de mercadorias. Actualmente é o principal abastecedor da cidade.
|
 | Sanga – Cântaro de barro (t.
kimbundu).
|
 | Sembar (Do kimbundu ku
semba, requebar-se e dar umbigadas) – Dançar.
|
 | Soba – (Plur. Jisoba)
Chefe local (t. kimbundu).
|
 | Sualala – Formiga térmite; o
aportuguesamento deste termo kimbundu deu origem ao vocábulo salalé,
hoje usual.
|
 | Sunguilamento – Ver
Sunguilar.
|
 | Sunguilar – Passar a noite a conversar, geralmente
a contar histórias ou adivinhas (t. kimbundu).
|
 | Tacula (ou takula) –
Árvore de cuja casca se extrai uma tinta vermelha usada nos rituais da
puberdade femininos e em cosmética; a palavra tacula designa também a
própria tinta (t. kimbundu).
|
 | Trapalhões (Mercado dos) –
Mercado paralelo da Ilha de Luanda especializado no serviço de refeições.
|
 | Trespassar – Termo usado em
Luanda após a Independência para designar, não apenas a venda de
estabelecimento comercial, mas também a ocupação de casa devoluta.
|
 | Uanda – Termo usado tanto no
kikongo como no kimbundu e que designa rede, quer de pesca, quer
carga de pessoas ou bagagens.
|
 | Uanga – Feitiçaria,
malefício (t. kimbundu).
|
 | Ucussu – Ocre vermelho usado
em umbanda para atrair a graça dos espíritos (t. kimbundu).
|
 | Ulungu – Embarcação de madeira similar ao
ndongo, mas mais pequena (t. kimbundu).
|
 | Umbanda – (Do kimbundu ku
banda, desvendar) – Ciência do quimbanda, podendo consistir na arte de
curar ou adivinhar, sempre mediante o chamamento dos espíritos dos
antepassados.
|
 | Vunga (plur. mavunga)
– Título de nomeação, introduzido entre os Mbundu através do Libolo,
distinto das posições hereditárias e perpétuas.
|
 | Xaxatar – (Do kimbundu ku
xaxata) – Tocar, apalpar.
|
 | Ximbicar – Remar à vara,
geralmente de bordão, espetando-a no fundo da água do mar, rio ou lagoa (t.
kimbundu).
|
 | Xingar – (Do kimbundu ku
xinga) – Injuriar, praguejar.
|
 | Xinguilar – (Do kimbundu
ku xinguila) – Entrar em transe. Tem origem na cerimónia da
dissaquela, significando o momento de receber a incorporação dos
espíritos.
|
 | Zungueiro – (Do kimbundu
ku zunga, circular) – Vendedor ambulante.
|