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Objectivos de um Programa de Comunicação
Esta disciplina contribui para o
estudo da comunicação com uma abordagem histórico-crítica, aprofundando
certas questões epistemológicas suscitadas pela concepção do acto
comunicante enquanto fenómeno holístico. Pretende-se igualmente proceder a
uma análise das questões relativas ao género e aos seus usos antropológicos
e culturais.
Metodologia
Análise semiótica, iconográfica e ideológica de
documentação histórica e actual, tendente a estabelecer a vigência de
representações e a sua sustentação em textos escritos, discurso oral,
gramáticas visuais e sistemas de valores dos produtos da comunicação e das
culturas.
Programa
1. História e comunicação (temas gerais):
 | Teoria do sinal, noções de semiótica, sistematização
de alguns códigos. |
 | Informação, publicidade e propaganda como registos
distintos de comunicação: convergências e divergências - definições, teoria,
tipologia e retórica dos seus discursos, caracterização dos seus objectos e
recursos. |
 | Comunicação e sociedade: a sociedade de consumo, a
cultura da publicidade, a cultura popular e a ideologia de massas;
case-studies da sub-cultura juvenil; a mensagem proibida: inconformismo
social e politico da comunicação desviante. |
 | Tipologia do ícone cultural: a imagem religiosa,
publicitária e política. |
 | Retórica do anúncio impresso: abordagem sumária dos
recursos retóricos mobilizados. |
2. As culturas do género (tema específico):
 | Pensamento dicotómico: os opostos pitagóricos. |
 | O dualismo e a bipolaridade como estruturantes da
comunicação (suj./obj., eu/outro, 0/1). |
 | Viagem em torno de algumas alteridades: homem/mulher,
homem/criança, homem/animal, homem/cadáver, homem/deus. |
 | O género como fronteira cultural e histórica. |
 | Culturas da transgressão: o género miscigenado. |
Bibliografia
 | ALMEIDA, Miguel — Senhores de Si, Uma
Interpretação Antropológica da Masculinidade, Fim de Século, Lisboa
1995, 20002. |
 | AMÂNCIO, Lígia — Masculino e Feminino, A
Construção Social da Diferença, Afrontamento, Porto 1994. |
 | AMOSSY, Ruth — Les idées reçues, Sémiologie du
stéréotype, Nathan, Paris 1991. |
 | BADINTER, Elisabeth — XY de l'identité
masculine, Odile Jacob, Paris 1992. |
 | BELLASSAI, Sandro & Maria MALATESTA — Genere e
Mascolinitá, Uno sguardo storico, Bulzoni, Roma 2000. |
 | BERGER, Maurice & al., orgs. — Constructing
Masculinity, Routledge, New York 1995. |
 | BETTINI, Maurizio, org. — Maschile/Femminile,
Genere e ruoli nelle culture antiche, Laterza, Roma 1993. |
 |
BOURDIEU, Pierre — La domination
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 | COHEN, Jeffrey & Bonnie WHEELER, orgs. —
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 | DINES, Gail & Jean HUMEZ, orgs. — Gender, Race
and Class in Media, A Text Reader, Sage, Thousand Oaks 1995. |
 | DURET, Pascal — Les jeunes et l'identité
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 | FALCONNET, Georges & Nadine LEFAUCHEUR — La
fabrication des mâles, Seuil, Paris 1975, 792. |
 | FOGEL, Gerald & al, orgs. — The Psychology of
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 | GILMORE, David — Manhood in the Making,
Yale U. P., New Haven 1990. |
 | GLOVER, David & Cora KAPLAN — Genders,
Routledge, London 2000. |
 | GOLDBERG, Steven — The Inevitability of
Patriarchy, MTS, London 1977. |
 | GOLDBERG, Steven — Why Men Rule, A Theory of
Male Dominance, Open Court, Chicago 1994. |
 | HADLEY, D., org. — Masculinity in Medieval
Europe, Longman, London 1999. |
 | HÉRITIER, Françoise — Masculin/Féminin, La
pensée de la différence, Odile Jacob, Paris 1996. |
 | JANDT, Fred — Intercultural Communication, An
Introduction, Sage, Thousand Oaks 1995. |
 | JOHNSON, Sally & Ulrike MEINHOF — Language and
Masculinity, Blackwell, Oxford 1997. |
 | KIMMEL, Michael — Manhood in America, FP,
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 | KIRKHAM, Pat, org. — The gendered object,
Manchester U. P., Manchester 1996. |
 | LAFONT, Hubert — Les bandes de jeunes, in
ARIÈS, Philippe & André BÉJIN, orgs. — Sexualités occidentales,
Seuil, Paris 1982, pp. 181-197. |
 | LESTER, Paul — Images that Injure, Pictorial
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 | LORENZ, K. — Das Sogenannte Böse, Zur
Naturgeschichte der Agression, München 1983r. |
 | MACDONALD, Myra — Representing Women, Myths of
Femininity in the Popular Media, Edward Arnold, London 1995. |
 | MOSSE, George — The Image of Man, The Creation
of Modern Masculinity, Oxford U. P., New York 1996. |
 | RICHARDS, Jeffrey — Sex, Dissidence and
Damnartion, Minority Groupds in the Middle Ages, Barnes and Noble,
New York 1996. |
 | SEIDLER, Victor — Man Enough, Embodying
Masculinities, Sage, London 1997. |
 | SIMPSON, Mark — Male Impersonators, Men
performing Masculinity, Routledge, New York 1994. |
 | STOLLER, Robert — Presentations of Gender,
Yale U. P., New Haven 1985. |
 | THEWELEIT, Klaus — Männerphantasien, vol. 1
1977, vol. 2 1978, München 1995r. |
 | WELZER-LANG, Daniel, org. — Des hommes et du
masculin, P. U. Lyon, Lyon 1992. |
 | WELZER-LANG, Daniel, org. — Nouvelles approches
des hommes et du masculin, P. U. Mirail, Toulouse 2000. |
 | WOLFF, Lutz-W. — MannsBilder. Von Männern,
DTV, München 19942. |
PARA A TEMÁTICA MULTICULTURAL CONSULTAR AS PÁGINAS DA
Webgrafia
DO SITE Multiculturas DO CENTRO DE
ESTUDOS MULTICULTURAIS.
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